
Macaco-prego na Mata dos Macacos, próxima do Posto Martinelli na BR-153
Nelson Gonçalves, especial para a Folha2
Bem
próximo de São José do Rio Preto existe uma área de mata nativa preservada com
cerca de 17 alqueires, conhecida popularmente como Mata dos Macacos. O local
ganhou esse nome pela grande quantidade de macacos-prego que vivem livremente
entre as árvores, proporcionando aos visitantes a oportunidade de observá-los
de perto enquanto saltam de galho em galho.
A mata
está localizada na estrada de terra entre São José do Rio Preto e Bady Bassitt,
logo após a região dos motéis e antes do Posto Martinelli. O trecho é bastante
conhecido por praticantes de caminhada e ciclismo e, nos finais de semana,
recebe muitas famílias que levam crianças para conhecer os primatas em seu
habitat natural.
Embora
aparentem ser dóceis e curiosos, os macacos são extremamente ágeis e
oportunistas. Por isso, os visitantes devem manter os vidros e as portas dos
veículos fechados e evitar deixar alimentos ou objetos à vista. Não é raro que
os animais entrem rapidamente nos carros em busca de frutas, biscoitos, doces
ou qualquer outro alimento.
Frequentador
da mata há mais de 30 anos, o representante comercial Edinho Lopes visita o
local quase todos os domingos. "Já conheço praticamente todos eles e até
os chamo pelos nomes", conta, demonstrando o carinho que desenvolveu pelos
animais ao longo das décadas.
Edinho
também orienta os visitantes a usarem roupas de manga comprida, aplicarem
repelente contra insetos e manterem a vacinação contra a febre amarela em dia.
Segundo ele, costuma vestir sempre a mesma roupa para que os macacos o
reconheçam à distância.
Apesar de
afirmar que os primatas não costumam ser agressivos, Edinho faz um alerta
importante: ninguém deve se aproximar dos animais carregando frutas, biscoitos,
sorvetes ou qualquer outro alimento nas mãos ou em sacolas. Nessas situações,
os macacos podem tentar pegar a comida, provocando disputas que podem resultar
em arranhões ou pequenos ferimentos.
Caso
ocorra qualquer arranhão ou mordida de um primata, a recomendação é procurar
atendimento médico imediatamente para avaliação e adoção das medidas
preventivas necessárias.
Em
entrevista ao jornal “Diário da Região”, o biólogo e zoólogo Dino
Vizotto, da Unesp, estimou que a mata abriga pelo menos 40 macacos-prego. O
pesquisador ressalta que esses animais também são vítimas da febre amarela,
transmitida por mosquitos silvestres, funcionando como importantes indicadores
da circulação do vírus na natureza. Os macacos não transmitem a doença às
pessoas; ao contrário, sua morte costuma servir de alerta para que as
autoridades intensifiquem as ações de vigilância.
Como
medida preventiva, a Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto
instalou placas na entrada da mata orientando os visitantes a não alimentarem
os animais. Os avisos lembram que se trata de uma área silvestre onde existe
risco potencial de exposição à raiva e à febre amarela, reforçando a
importância da vacinação e do respeito à fauna.
A Mata
dos Macacos permanece como um dos recantos naturais mais conhecidos da região
de Rio Preto, oferecendo uma rara oportunidade de contato com a vida silvestre.
Para que essa convivência continue sendo segura, a recomendação é simples:
observar os animais à distância, não oferecer alimentos e preservar o ambiente
que abriga uma das mais importantes populações de macacos-prego da região.
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| Na Mata dos Macacos os macaquinhos transitam livremente pela estrada de terra |
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| Edinho Lopes tem um carinho todo especial pelos animais e os conhece pelos nomes |
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| Os macacos se aproximam de Edinho que ficou conhecido como tratador desses animais |
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| Todos os macacos ficam de olho na comida que as pessoas trazem nas mãos |
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| Os macacos prego vivem em bando na Mata dos Macacos |




