Presidente e diretores da CPFL mostram os caminhões com cesto elétrico que já estão em operação em São José do Rio Preto (foto: Oscar Oliveira)
Nelson Gonçalves, especial para a Folha2
A CPFL está em processo de substituição da sua frota
movida a combustão por veículos 100% elétricos. O projeto pioneiro está sendo implementado
visando a eletrificação total das operações na cidade, e serve como laboratório
para a expansão sustentável nas áreas de concessão do grupo. São José Rio Preto
é a segunda mais populosa entre as 687 cidades brasileiras atendidas pela
empresa e foi escolhida por representar um perfil operacional distinto, com
áreas rurais, longas distâncias e regiões afastadas dos polos de manutenção.
O projeto-piloto da frota elétrica já havia sido
implantado, em 2021, em Indaiatuba, cidade de 269 mil habitantes na região de
Campinas. Segundo o presidente da CPFL Paulista, Rafael Lazzaretti, São José do
Rio Preto, por ser uma cidade maior, com trajetos mais extensos e duas bases
operacionais da empresa, permitirá testes mais completos para avaliar as
vantagens dos novos veículos.
Atualmente, oito caminhões com cesto aéreo já estão em
operação e, até o final do ano, esse número deverá chegar a dez unidades. Na
empresa foram instalados dois carregadores de carga rápida, capazes de
recarregar as baterias em menos de uma hora. Cada carga garante autonomia aproximada
de 160 quilômetros.
O início das operações foi acompanhado pelo presidente
da Câmara Municipal, vereador Luciano Juilão (PL), e pelo secretário municipal
de Meio Ambiente e Urbanismo, Paulo Pagotto, que inclusive chegou a ligar e
movimentar um dos caminhões no pátio da empresa.
Lazzaretti informou que os investimentos previstos são
de R$ 60 milhões e que a meta é tornar pelo menos 15% de toda a frota da
companhia elétrica até 2030. Fazendo jus ao principal produto fornecido pela
empresa — a energia elétrica — o executivo destacou que a substituição dos
veículos a combustão poderá gerar redução de cerca de 60% nos custos
operacionais, devido ao menor custo da eletricidade em comparação ao óleo
diesel, gasolina e etanol. Além disso, a manutenção é mais simples e haverá
redução na emissão de mais de 300 toneladas de gás carbônico na atmosfera.
Com o sucesso das fases de pesquisa e desenvolvimento, a
empresa planeja eletrificar ao menos 15% de toda a sua frota pesada em todas as
unidades até 2030. Outra vantagem destacada é que os caminhões elétricos são
automáticos, contam com câmeras de ré e laterais para prevenção de acidentes e
operam praticamente em silêncio.
Os diretores da CPFL também enfatizaram durante a apresentação dos veículos
a ausência de ruído dos motores elétricos. Isso elimina a poluição sonora dos
modelos movidos a diesel e facilita a comunicação entre o operador no cesto
aéreo e a equipe no solo, aumentando a precisão e a segurança das operações,
além de proporcionar maior conforto térmico e menor vibração aos trabalhadores.
Confira abaixo, fotos do evento feitas pelo repórter fotográfico Oscar Oliveira:
| Um dos gerentes da CPFL fala ao lado do carregador super-rápido que possibilitar carga em 1 hora |
| Autoridades, diretores e funcionários da empresa se reúnem do pátio para ouvir explicações |
| Enquanto os discursos eram proferidos os caminhões permaneceram com os motores ligados, sem emitir nenhum tipo de barulho que pudesse atrapalhar a audição |
| Pagotto, Julião, Rafael Lazzaretti e outros diretores da CPFL Paulista |
| Um dos carregadores super-rápidos instalados na empresa |
| O presidente da CPFL, Rafael Lazzaretti, ao lado de um dos novos caminhões com cesto |
| Julião, Rafael Lazzaretti, Pagolo e Ursila, gerente da CPFL |
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| Um dos caminhões elétricos com cesto erguido no pátio da empresa em Rio Preto |
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| Presidente da CPFL, Rafael Lazzaretti, concede entrevista para a jornalista Emanuele, da Rádio CBN |

