A retinopatia diabética avança de forma silenciosa e pode levar à perda irreversível da visão se não for diagnosticada e tratada a tempo. A doença, diretamente ligada ao diabetes, afeta os vasos sanguíneos da retina e costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular.
Em Rio Preto, o oftalmologista Carlos Cury Jr faz um alerta para os riscos do diagnóstico tardio. “A retinopatia diabética é uma das principais causas de perda de visão evitável, justamente porque pode ser identificada antes de causar danos irreversíveis. O acompanhamento regular com o oftalmologista permite diagnosticar alterações precoces na retina e iniciar o tratamento no momento certo, preservando a visão e a qualidade de vida do paciente”, afirma.
O problema ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica progressivamente os pequenos vasos da retina, provocando vazamentos, inchaços, hemorragias e, em casos mais graves, o surgimento de vasos anormais. Essas alterações comprometem a visão e podem evoluir para cegueira.
O risco aumenta conforme o tempo de convivência com o diabetes, especialmente em pacientes com controle inadequado da glicemia, pressão arterial elevada e alterações do colesterol. Mesmo sem qualquer alteração visual perceptível, pessoas com diabetes devem manter acompanhamento oftalmológico periódico.
Exames específicos da retina permitem identificar a doença ainda em estágio inicial, quando as opções de tratamento são mais eficazes e menos invasivas. Quando o diagnóstico acontece tardiamente, os procedimentos tendem a ser mais complexos e nem sempre garantem a recuperação total da visão.
Além da retinopatia diabética, outras doenças da retina também exigem atenção, sobretudo em pacientes com doenças crônicas. A orientação médica é clara: incluir o oftalmologista na rotina de cuidados do diabetes é uma medida essencial para preservar a visão e evitar complicações definitivas.
