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| 5ª edição do Bloco Nada Igual aconteceu nesta sexta-feira, 13 |
Trio elétrico, dezenas de foliões e um único propósito: mostrar que o Carnaval é para todo mundo. A 5ª edição do Bloco do Nada Igual — tradicional bloquinho de Carnaval voltado para pessoas com deficiência física, visual e intelectual — tomou as ruas de Rio Preto na manhã desta sexta-feira (13), em mais uma celebração promovida pelo Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, e deu aula de organização, respeito e inclusão.
O cortejo começou em frente ao Lucy Montoro e percorreu as ruas Tupi e Roberto Simonsen até o encerramento na APAE, na rua Dr. Raul Silva. Durante o percurso, a banda Visão do Coração, formada por integrantes do Instituto dos Cegos de Rio Preto, animou os presentes com marchinhas e sucessos carnavalescos que fizeram todo mundo cantar e dançar.
Ao todo, mais de 200 foliões — entre cadeirantes, amputados, pessoas com deficiência visual e intelectual, além de familiares, amigos e profissionais da saúde — seguiram o trio elétrico, mostrando que não há barreiras quando o assunto é Carnaval.
Participando pela quinta vez consecutiva, a paciente Dilma Lopes Teixeira contou que se sente agradecida por tudo o que a instituição oferece. “Eu acho muito importante o Bloco Nada Igual porque, às vezes, a pessoa acha que é incapaz de fazer certas coisas só porque tem uma deficiência. Mas ela pode ser até mais capaz do que quem não tem. Deficiente é aquele que acredita que é incapaz. Nós podemos fazer tudo o que quisermos”, afirmou.
“É maravilhoso o que o Lucy Montoro proporciona aos pacientes. Sou muito bem acolhida por todos aqui. É uma festa familiar e acolhedora, eu já estava perguntando quando seria o nosso Carnaval”, contou a paciente Roseli Aparecida Faria, que participou pela segunda vez do bloco.
Instituições inclusivas
O evento é um exemplo de união entre instituições que atuam em prol da acessibilidade e da inclusão na cidade. Além do Lucy Montoro e da APAE, participaram da celebração a Renascer, o Instituto dos Cegos, a Associação de Reabilitação da Criança Deficiente (ARCD), clínicas particulares e a Secretaria da Pessoa com Deficiência.
“A Constituição diz que todos são iguais perante a lei. E mostramos, com o Bloco, que apesar de algumas limitações, os pacientes podem fazer o que quiserem. Podem trabalhar, dançar e curtir o Carnaval”, destacou a diretora do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro Rio Preto, Dra. Regina Chueire.
Para a coordenadora administrativa do Lucy Montoro, Tatiane Clementino, a preparação para o cortejo é sempre emocionante. “O Carnaval é a festa mais popular do nosso país, e nem todos conseguem participar, muitas vezes por falta de acessibilidade. Pela quinta vez, nosso bloco trouxe o Carnaval de forma acessível, permitindo que instituições que trabalham com pessoas com deficiência também façam parte dessa celebração.”
Sobre o Lucy Montoro
O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro atua como centro de excelência em medicina física e reabilitação, voltado ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde com deficiências físicas de alta complexidade, como lesões medulares, amputações e sequelas de traumas encefálicos. Por meio de uma abordagem multidisciplinar que integra terapias especializadas e tecnologias assistivas, a instituição tem como objetivo promover autonomia, funcionalidade e reintegração social e profissional dos pacientes atendidos.
Divulgação / Funfarme
