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| Cardiologista Maurício Bicudo avalia pressão arterial de paciente durante teste de ergoespirometria, no IMC - Instituto de Moléstias Cardiovasculares |
Antes de começar ou retomar atividade física, avaliação cardiológica ajuda a proteger o coração, orienta especialista do IMC, de Rio Preto
Cardiologista do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares alerta que check-up deve ser feito periodicamente por todos: atletas, pessoas sedentárias e praticantes de exercícios regularmente
Setembro Vermelho é o mês dedicado à conscientização sobre prevenção e combate às doenças cardiovasculares, principal causa de morte no Brasil. A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde do coração. Exercitar-se ajuda no controle da pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal, melhora a circulação, contribui para o condicionamento físico e reduz fatores de risco associados às doenças cardiovasculares. Mas, antes de começar — ou mesmo retomar — uma rotina de exercícios, é importante saber como está a saúde do coração, recomenda o médico cardiologista Maurício Bicudo, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares, de Rio Preto.
Um número por si só mostra o quanto é importante cuidar do coração. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 400 mil brasileiros morrem todos os anos em decorrência de infarto, AVC e insuficiência cardíaca — o equivalente a uma morte a cada 90 segundos, ou cerca de 45 óbitos por hora. As doenças do aparelho circulatório respondem por aproximadamente 30% de todos os registros de mortes no país.
Exercitar-se, portanto, é fundamental, no entanto, o cardiologista ressalta que a avaliação cardiológica deve ser feita tanto por pessoas sedentárias que decidiram iniciar uma atividade quanto por aquelas que já se exercitam e pretendem aumentar a intensidade ou mudar o tipo de treinamento.
“É muito importante que a pessoa conheça as condições do seu coração antes de submetê-lo a um esforço maior. Isso vale para quem está saindo do sedentarismo, para quem está retomando os exercícios depois de algum tempo parado e para quem já pratica atividade física regularmente”, orienta Dr. Maurício.
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| Cardiologista Maurício Bicudo, do IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares |
O objetivo do check-up não é impedir a prática esportiva, mas justamente garantir que ela seja realizada com segurança e de acordo com as condições individuais de cada pessoa. Algumas doenças cardiovasculares podem permanecer sem sintomas durante muito tempo e somente se manifestar diante de um esforço físico mais intenso.
O check-up cardiológico começa pela consulta médica, na qual são avaliados histórico pessoal e familiar, hábitos de vida, fatores de risco, sintomas, pressão arterial e condições clínicas do paciente. A partir dessa avaliação, o cardiologista determina quais exames são necessários.
No IMC, entre os recursos que podem integrar a investigação estão exames laboratoriais, eletrocardiograma, teste ergométrico ou de esforço, ecocardiograma e exames de imagem, entre outros, conforme a indicação médica.
“Não existe necessariamente uma lista de exames igual para todo mundo. A avaliação precisa levar em consideração idade, histórico familiar, doenças existentes, fatores de risco, sintomas e o tipo e intensidade da atividade que a pessoa pretende realizar”, explica o cardiologista.
Entre os fatores que merecem atenção estão hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares.
O cuidado antes da atividade física não significa que as pessoas devam evitar os exercícios. Pelo contrário. A atividade física é uma importante ferramenta de prevenção cardiovascular e traz benefícios para todo o organismo.
“Precisamos incentivar as pessoas a se movimentarem. A atividade física é fundamental para a saúde cardiovascular, ajuda no controle da pressão, do colesterol, da glicemia e do peso, além de melhorar o condicionamento e a qualidade de vida. O que recomendamos é que isso seja feito de maneira individualizada e segura”, destaca Maurício Bicudo.
O médico ressalta ainda que a prática deve ser progressiva, especialmente para quem passou muito tempo sedentário. Começar com intensidade elevada, sem preparo físico e sem conhecer as próprias condições de saúde, não é a melhor estratégia. Além disso, fatores externos podem interferir na dinâmica do exercício e consequentemente aumentar o trabalho do coração e com isso aumentar o risco de eventos indesejáveis durante ou logo após a atividade física. Entre esses fatores podemos destacar possíveis falhas nas orientações da hidratação adequada, reposição de eletrólitos, percepção de sinais e sintomas específicos do exercício, uso de roupas e acessórios adequados e condições climáticas que podem aumentar o risco mesmo em pessoas saudáveis sem qualquer problema cardiovascular.
“Não é preciso esperar aparecer algum sintoma para procurar o cardiologista. A prevenção começa justamente antes que o problema aconteça”, afirma.
Para quem já pratica exercícios, a recomendação também é manter acompanhamento periódico. Mudanças na idade, no peso, nos hábitos, no histórico familiar e na própria intensidade dos treinamentos podem modificar o risco cardiovascular ao longo do tempo.
A campanha Setembro Vermelho reforça a importância de incorporar os cuidados com o coração à rotina e não apenas procurar atendimento quando surgem sintomas.
Além da avaliação médica periódica, hábitos como praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada, não fumar, controlar a pressão arterial, colesterol e glicemia, manter peso adequado, dormir bem e reduzir o estresse contribuem para a prevenção das doenças cardiovasculares.
“Cuidar do coração é uma decisão que deve fazer parte da vida inteira. O exercício é um dos grandes aliados nessa tarefa, mas o primeiro passo é saber se você está preparado para praticá-lo e qual é a atividade mais adequada para você”, conclui o cardiologista do IMC.

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