Com o objetivo de debater as demandas da saúde pública e o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o deputado federal Rui Falcão, o deputado estadual José Américo e o vereador de São José do Rio Preto João Paulo Rillo realizaram uma visita oficial ao complexo hospitalar da Funfarme. A comitiva foi recebida pelo diretor executivo da instituição, Dr. Horácio Ramalho, pelo diretor administrativo do Hospital de Base, Dr. Jorge Fares e pelo diretor geral da Famerp Dr. Helencar Ignácio.
O encontro destacou a grandiosidade e a importância da Funfarme para a saúde pública da região e do país. Durante a reunião, o diretor executivo Dr. Horácio Ramalho ressaltou a magnitude dos serviços prestados pelo complexo hospitalar, que atua simultaneamente na assistência, no ensino e na formação de profissionais, além de absorver uma expressiva parcela da demanda municipal de Rio Preto.
"Nós somos hoje um dos maiores complexos de saúde do país e o maior produtor SUS do Brasil. Nossos números de atendimento à população são impressionantes. Só no nosso ambulatório fazemos 40.000 consultas em todas as especialidades. Nós atuamos em 102 municípios, o que significa assistir a uma população de 1,7 milhão de pessoas. Além disso, 30% do nosso ambulatório é de atendimento para a população de Rio Preto. Isso mostrar da importância deste complexo hospitalar para a cidade e para todo o país”, afirmou.
Dr. Jorge Fares, diretor administrativo do Hospital de Base, enfatizou a urgência e a importância das casas de apoio. "O grande volume de atendimento em câncer é por conta da radioterapia e da quimioterapia. Muitos vêm de 150 a 200 km em transportes únicos das prefeituras, chegam às 7 da manhã e ficam aguardando até o final do dia", disse.
No cenário político e macroeconômico, o deputado federal Rui Falcão apontou que a crise crônica de financiamento de grandes estruturas de saúde como a Funfarme está diretamente atrelada ao atual modelo econômico brasileiro e à necessidade urgente de uma reforma tributária progressiva e de um planejamento orçamentário eficaz.
"Não tem solução nem para aqui, nem para outras demandas desse tipo com a atual política tributária do país. É preciso tomar medidas que ampliem a arrecadação e que permitam um orçamento planejado sem o sequestro das emendas. Hoje o orçamento está sequestrado pelas emendas, o que desorganiza o planejamento governamental e você não consegue definir prioridades", ressaltou.
Falcão foi enfático ao defender uma reestruturação nas despesas da União para garantir a sobrevivência de complexos de excelência no SUS. "Hoje, 42% do orçamento é consumido para pagar o juro da dívida pública. Se a gente cortar uma boa parte desse pagamento de juros, sobra dinheiro para privilegiar a saúde e a educação, que são as áreas prioritárias de qualquer governo, principalmente para uma população que tem um número grande de vulneráveis", concluiu o deputado.


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