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Exagerou na Páscoa? Veja como ajustar sem dieta radical



 Consumo de chocolate cresce no período e especialistas alertam para erros comuns após o feriado

O fim da Páscoa vem acompanhado de um padrão já conhecido: aumento no consumo de chocolate, mudança na rotina alimentar e sensação de inchaço nos dias seguintes. Nesta época do ano existe um crescimento considerável no consumo do doce, impulsionado pelo apelo sazonal e pela variedade de produtos disponíveis.

Diante desse cenário, muita gente tenta reagir rápido. Dietas restritivas, jejuns prolongados e cortes bruscos na alimentação voltam à rotina logo após o feriado. Para o nutricionista Ronan Nakau, de Rio Preto, esse movimento tende a atrapalhar mais do que ajudar.

“A tentativa de compensar exageros com restrição severa costuma gerar efeito rebote. O corpo responde mal a mudanças bruscas, o que aumenta o risco de compulsão e dificulta manter qualquer estratégia alimentar”, afirma.

Segundo ele, o impacto de poucos dias de excesso costuma ser superestimado. O ganho de gordura não acontece de forma imediata. O que pesa é a continuidade de hábitos desorganizados ao longo da semana.

“O problema não está no feriado em si, mas no que vem depois. Quando a pessoa retoma uma rotina equilibrada rapidamente, o corpo tende a se ajustar sem necessidade de medidas extremas”, diz.

Na prática, o caminho é mais simples do que parece. Retomar horários regulares de alimentação, priorizar refeições completas e evitar o consumo constante de pequenos lanches ao longo do dia já gera impacto direto.

A hidratação também influencia. O aumento no consumo de açúcar e alimentos industrializados pode intensificar a retenção de líquidos. A ingestão adequada de água ajuda a reduzir esse efeito nos dias seguintes.

A atividade física entra como suporte, mas sem excesso. “Não adianta tentar compensar com treinos muito intensos. O corpo responde melhor à regularidade do que a picos de esforço”, explica.

Para quem ainda tem chocolate em casa, a recomendação não é excluir totalmente. O consumo pode ser ajustado dentro da rotina. “O problema não é o alimento isolado, mas o padrão. É possível manter sem prejuízo, desde que haja controle de quantidade e frequência”, completa.

A orientação, segundo o nutricionista, é abandonar a lógica do tudo ou nada. Estratégias consistentes funcionam melhor do que ciclos de excesso e restrição que se repetem ao longo do ano.

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