| Choupalas na propriedade rural de Sérgio Scarpelli, em Mendonça |
A choupala é uma das
árvores de visual mais marcante da natureza. Quem vê uma alameda ou um grupo
plantado com essa espécie dificilmente a esquece. Quem transita pela rodovia
vicinal que liga Potirendaba a Mendonça (SP-595), pouco antes de chegar à
segunda cidade, depara-se, do lado esquerdo da pista, com uma imensa fileira de
árvores dessa espécie.
As árvores chamam a
atenção pelo aspecto singular, bastante diferente das demais. Muitos motoristas
chegam a parar seus veículos para registrar, em fotografias, a beleza dessas
plantas. Sua forma colunar é inconfundível: semelhante a um mastro, a choupala
apresenta crescimento dinâmico, uniforme, ereto e simétrico, com copa muito
estreita, assemelhando-se a uma coluna vertical.
O advogado e produtor
rural Sérgio Scarpelli, responsável pelo plantio das árvores em suas
propriedades, conta que conheceu a espécie durante uma viagem pelo estado do
Tocantins. Admirado com o porte das árvores, encomendou duas mil mudas. “As
mudas vieram de avião para São José do Rio Preto, mas infelizmente nenhuma
delas vingou”, lamenta.
A choupala é originária da
Índia e pode atingir entre 15 e 20 metros de altura. Ela foi introduzida no
Brasil pelo imigrante espanhol Celso Garcia Cid, que chegou ao país em 1932.
Durante uma de suas viagens à Índia, em busca de animais da raça Nelore,
encantou-se com a árvore e trouxe mudas para cultivo. Na Índia, há inclusive
uma lenda segundo a qual essas árvores afastariam o mau-olhado e a inveja sobre
os animais e as propriedades rurais, sendo consideradas quase um símbolo
nacional.
No Brasil, a choupala
ganhou destaque especialmente entre os criadores de gado Nelore graças a Celso
Garcia Cid, avô de Gabriel Garcia Cid,
presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Encantado
pela beleza da espécie, Garcia Cid incorporou a choupala à paisagem das
fazendas brasileiras dedicadas à criação de Nelore, acrescentando um novo e marcante
elemento visual ao campo.