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| O cabeleireiro Valdir Feltrin e o vendedor Carlos Gomes utilizaram por muitos anos os aparelhos instalados na Praça da Matriz de Mendonça |
Nelson Gonçalves, especial para a Folha2
Os
telefones públicos, que no Brasil ganharam o apelido de orelhões e chegaram a
ser um símbolo nacional, estão sendo retirados das ruas de todo o país. Quase
indispensáveis no passado, os orelhões tornaram-se praticamente obsoletos com a
popularização dos telefones celulares.
A
retirada dos aparelhos ocorre porque, no ano passado, se encerraram as
concessões dos serviços de telefonia fixa das cinco empresas que operavam no
Brasil. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou o fim da
obrigatoriedade de manutenção desses equipamentos nas vias públicas, em razão
do desuso generalizado provocado pelo avanço da telefonia móvel.
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| O vendedor Carlos Gomes possui coleção com mais de 800 cartões telefones, alguns raros e até ainda com créditos para serem usados nos aparelhos |
Coleção de cartões telefônicos
O
vendedor Carlos Roberto Gomes relembra que, durante muitos anos, hospedava-se
em um hotel defronte à Praça da Igreja Matriz de Mendonça e utilizava o orelhão
ali instalado para se comunicar com a família, em São Paulo. “Como era o único
aparelho da praça, às vezes havia até fila de espera para poder usar o
orelhão”, recorda. O uso frequente despertou nele o gosto pela coleção de
cartões telefônicos.
O
cabeleireiro Valdir Rubens Feltrin também se lembra da importância dos
orelhões. Segundo ele, um dos aparelhos próximos ao seu salão, além de fazer
ligações, também recebia chamadas. “Era muito comum alguém ficar esperando na
frente do orelhão ele tocar para atender uma ligação que estava aguardando”,
relembra.
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| O cabeleireiro Valdir e o vendedor Carlos Gomes relembram o tempo em que utilizavam os orelhões instalados na Praça da Igreja Matriz de Mendonça |



