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Após se conhecerem pela internet e namorar, por 15 anos à distância, casal casa em Rio Preto

Cerimônia realizada no cartório em Rio Preto sela namoro de 15 anos à distância

Não é novidade que a tecnologia permite que pessoas de diferentes lugares do mundo se conectem. A distância de mais de 700 quilômetros nunca foi um empecilho para que o servidor público Alexandre José Tabarini Schiavinatto e a agente de viagens Simone Souza se conhecessem, iniciassem um namoro e, anos depois, se casassem.

O sentimento entre os dois surgiu de forma quase platônica e perdurou por cerca de 15 anos. Ela morava em Brasília; ele, em São José do Rio Preto. Depois de quase um ano trocando mensagens pela internet, marcaram o primeiro encontro no Aeroporto Internacional de Brasília, durante uma escala de voo de Schiavinatto rumo a Porto Velho, em Rondônia.

O encontro aconteceu em 18 de julho de 2006 e foi, segundo eles, amor à primeira vista. Até então, as conversas sobre futebol, Fórmula 1 e outros assuntos jamais tinham levantado a possibilidade de algo além da amizade. Os dois só se conheciam por fotografias, já que, em 2005, aplicativos de vídeo não eram populares e os celulares ainda não ofereciam essa tecnologia.

Após o encontro, continuaram conversando por e-mail e telefone por vários meses. Nesse período, Simone se mudou de Brasília para Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, ampliando ainda mais a distância que os separava — mais de 1.200 quilômetros. Mesmo assim, ficaram cinco anos sem se ver pessoalmente, mas o amor resistiu e se fortaleceu ao longo do tempo.

Quando finalmente veio a São José do Rio Preto, Simone conheceu a família, os amigos e as diversas atividades filantrópicas às quais Schiavinatto se dedica. Apaixonou-se ainda mais ao vê-lo cantar pela primeira vez na missa da Igreja São Pedro e São Paulo.

Filho único, Schiavinatto cuidou da mãe, Ivanir, até seus últimos momentos. “Uma das muitas boas coisas que minha mãe me ensinou foi a gostar de viajar, especialmente de fazer cruzeiros”, recorda. A solidão após a perda, no ano passado, o levou a tomar uma decisão importante: fez o pedido de casamento a Simone. Ela aceitou, arrumou as malas e veio para Rio Preto reencontrar o grande amor da sua vida. Os dois se casaram no último dia 13, no Cartório de Registro Civil de São José do Rio Preto, iniciando oficialmente a vida a dois.

Schin, como é chamado pelos amigos, conta que ele e a esposa se combinam em quase tudo: ambos amam viajar, passear e ouvir o mesmo tipo de música. Divergem apenas no futebol — ela é torcedora do Flamengo; ele, corinthiano.

A cerimônia no cartório, por causa das restrições impostas pela pandemia de coronavírus, foi bastante íntima. Apenas alguns familiares e poucos amigos puderam participar. O engenheiro Ubirajara Silveira Garcia, colega de trabalho de Schin, representou, ao lado da esposa Divina, os demais amigos e colegas na celebração. Todos usavam máscaras — inclusive os noivos e o juiz de paz — e seguiram rigorosamente as normas de distanciamento. Com exceção do tradicional beijo dos noivos, manifestações de carinho foram evitadas durante toda a cerimônia.

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Casal Simone e Alexandre celebram com uma taça de champanhe a união dos dois

A união em cartório foi presenciada de perto pela irmã de dona Ivanir, mãe de Alexandre Schiavinatto, falecida no final do ano passado

Alexandre assina, na frente do juiz de paz, o documento que sela sua união matrimonial com Simone 

O par de alianças e a certidão de casamento: objetos que sinalizam a união de Simone e Alexandre após 15 anos de namoro à distância

Os noivos mostram as mãos, após trocarem as alianças


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