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Paulo Paim é o nome defendido por aposentados para comandar o possível Ministério do Idoso

 

Paulo Paim tem apoio do presidente da COBAP para ser indicado para o Ministério do Idoso 

 

O presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Gonzales, afirmou, neste fim de semana prolongado, que ele e diversas lideranças de entidades representativas dos aposentados e pensionistas defendem o nome do senador Paulo Paim (PT-RS) para comandar o possível Ministério do Idoso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a criação de uma pasta específica para tratar das políticas voltadas à população idosa em seu quarto mandato, a partir de 2027. A iniciativa atende a compromissos assumidos durante a campanha eleitoral e representa também um aceno ao eleitorado com mais de 60 anos.

 A proposta é reunir em um único órgão políticas públicas relacionadas à saúde, assistência social, inclusão digital, envelhecimento saudável, lazer, convivência social e proteção dos direitos das pessoas idosas. A nova estrutura poderá absorver ou substituir a atual Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.

As discussões ainda estão em fase preliminar, nos bastidores do Palácio do Planalto, com consultas a especialistas e aliados políticos, conforme informações divulgadas por jornalistas que acompanham a política em Brasília.

Entre os nomes cogitados para assumir a eventual pasta estão o médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso e o senador Paulo Paim. Este último tem uma trajetória marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Paim foi o autor do projeto que deu origem ao Estatuto do Idoso, apresentado em 1997, quando ainda era deputado federal. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional e transformada na Lei 10.741, em 2003. Também é de sua autoria a iniciativa que, em 2022, alterou a denominação da legislação para Estatuto da Pessoa Idosa.

O senador também teve participação importante na elaboração do Estatuto da Igualdade Racial e em propostas relacionadas ao fim do fator previdenciário.

Após três mandatos consecutivos no Senado, Paim decidiu não disputar a reeleição em 2026 e, portanto, não terá mandato parlamentar a partir de 2027.

A eventual criação do Ministério do Idoso dependerá da elaboração e do encaminhamento de uma proposta legislativa ao Congresso Nacional, além da aprovação pelos parlamentares.

Warley Gonzales considera que Paim é uma das figuras políticas que mais se aproximaram das reivindicações dos idosos nos últimos anos.

“Por merecimento, ele seria a pessoa ideal para ser o primeiro ministro dessa nova pasta, e nós estamos plenamente de acordo”, afirmou o presidente da Cobap.

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