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Lucas Pavanato: aos 28 anos, vereador de São Paulo supera 3 milhões de votos e chega à Câmara

 

Lucas Pavanato foi o deputado federal mais votado por Sâo Paulo nestas eleições


Aos 28 anos, o vereador Lucas Pavanato (PL) foi eleito deputado federal por São Paulo com a maior votação do Estado nas eleições de 2026. Ele recebeu 3.038.438 votos, o equivalente a 12,82% dos votos válidos, segundo a totalização da Justiça Eleitoral. O resultado fez de Pavanato o deputado federal mais votado da história de São Paulo e o segundo mais votado do país, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve mais de 3,1 milhões de votos.

Natural de Sorocaba, Pavanato tem como referências políticas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-vereador Fernando Holiday (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Em declarações públicas, afirma que a direita “veio para ficar” e que aqueles que não concordam com seu estilo de fazer política terão de aceitá-lo. Em quase todos municípios da região de Rio Preto ele aparece com um dos mais votado nas urnas.

Uma de suas primeiras iniciativas no Congresso, segundo declarações anteriores, deverá ser a defesa de uma CPI para investigar a atuação de organizações não governamentais que trabalham com moradores em situação de rua em São Paulo. A proposta não é nova: em janeiro de 2025, logo após assumir o mandato de vereador, Pavanato já havia conseguido as assinaturas necessárias para apresentar na Câmara Municipal uma CPI com esse objetivo.

Pavanato ganhou projeção política como militante do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo do qual posteriormente se afastou, aproximando-se do bolsonarismo. Em 2024, foi eleito vereador de São Paulo com 161.386 votos, tornando-se o candidato mais votado para a Câmara Municipal naquele pleito.

Entre as principais propostas que pretende levar para a Câmara dos Deputados estão a proibição de terapias hormonais de transição de gênero para menores de 18 anos, o fim das cotas raciais e de gênero e das cotas destinadas à população trans, mudanças na maioridade penal para crimes hediondos, a proibição do aborto, a privatização de empresas estatais que apresentem prejuízos e a restrição do uso de banheiros de acordo com o sexo biológico. As propostas constam entre as pautas divulgadas pelo próprio candidato durante a campanha.

Em entrevista ao site Metrópoles, Pavanato atribuiu sua votação à força do eleitorado conservador paulista. Segundo ele, os eleitores que se identificam com seus princípios deram um recado de que São Paulo estaria se tornando uma cidade mais conservadora.

O estilo de atuação de Pavanato nas redes sociais apresenta semelhanças com o de Nikolas Ferreira, com quem afirma compartilhar princípios políticos e manter amizade. Apesar disso, rejeita o apelido de “Nikolas de São Paulo” e diz ter personalidade própria.

Confronto com Erika Hilton

Antes mesmo de ser eleito deputado federal, Pavanato protagonizou diversos confrontos políticos com a deputada federal Erika Hilton (PSOL), que também foi reeleita em 2026 e recebeu 1.596.472 votos, tornando-se a segunda candidata mais votada para deputado federal em São Paulo.

Durante a campanha, Pavanato publicou vídeos e declarações direcionadas a Erika Hilton, utilizando, entre outras expressões, o termo “travesti do Lula”. O conteúdo gerou uma disputa na Justiça Eleitoral.

O caso chegou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Em julgamento de recurso, a Corte analisou a controvérsia envolvendo as publicações de Pavanato. O processo consta dos registros oficiais do TRE-SP como disputa relacionada à propaganda eleitoral em redes sociais, tendo Erika Hilton como recorrente e Pavanato como recorrido.

Com a eleição, Pavanato deixa a Câmara Municipal de São Paulo e assumirá o mandato de deputado federal em 1º de fevereiro de 2027.

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