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| Vacina da gotinha é para crianças de até 5 anos de idade |
Durante
décadas, a poliomielite, conhecida popularmente como paralisia infantil, foi
uma das doenças que mais assustavam as famílias brasileiras. Muitas crianças
morriam ou sobreviviam com sequelas permanentes, que comprometiam os movimentos
das pernas e, em casos graves, até a capacidade de respirar. Quem viveu aquela
época certamente se lembra das cenas de crianças com dificuldades para caminhar
e da angústia dos pais diante de uma doença que parecia não ter solução.
Se Albert
Sabin teve papel decisivo no desenvolvimento da vacina oral, o Rotary
International tornou-se um dos grandes protagonistas da mobilização mundial
para combater a poliomielite.
O Brasil passou mais de três décadas sem registrar casos de poliomielite causados pelo vírus selvagem, resultado de um longo esforço de vacinação e vigilância epidemiológica. O último caso registrado no país ocorreu em 1989. Entretanto, a redução das coberturas vacinais representa um risco, pois a doença ainda não foi erradicada em todo o mundo.
A desinformação e a circulação de notícias falsas sobre vacinas também dificultam o trabalho das autoridades sanitárias e dos profissionais de saúde. Por isso, é fundamental que as famílias procurem informações confiáveis e mantenham a vacinação das crianças em dia, conforme as orientações das autoridades de saúde.
A história de Albert Sabin e o trabalho do Rotary deixam uma lição que atravessa gerações: a ciência oferece os meios para prevenir doenças, mas é a participação coletiva que ajuda a transformar esse conhecimento em proteção para toda a população.
A gotinha que tantas vezes vimos ser colocada na boca das crianças representa muito mais do que algumas gotas de vacina. Simboliza uma conquista da medicina, o compromisso de milhares de voluntários e a esperança de que nenhuma criança precise sofrer as consequências devastadoras da poliomielite.

