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35 deputados superaram individualmente o quociente eleitoral em seus estados

Câmara dos Deputados com 513 deputados só teve 35 em todo o Brasil que atingiu o quociente eleitoral


Nas eleições de 2026, 35 dos 513 deputados federais foram eleitos com votação individual igual ou superior ao quociente eleitoral de seus respectivos estados, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Desse total, seis são de São Paulo.

No estado, o quociente eleitoral foi de 338.203 votos para o preenchimento das 70 cadeiras destinadas aos representantes paulistas na Câmara dos Deputados. Cada estado tem seu próprio quociente, calculado com base nos votos válidos e no número de vagas em disputa.

O Amapá registrou o menor quociente eleitoral do país, com 57.400 votos por cadeira, considerando as oito vagas destinadas ao estado.

Os seis deputados paulistas que alcançaram individualmente votação superior ao quociente eleitoral foram Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos; Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472; Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107; Kim Kataguiri (Missão), com 520.071; Tabata Amaral (PSB), com 476.383; e Renato Bolsonaro (PL), com 379.312 votos.

A votação expressiva de Pavanato contribuiu para a eleição de outros candidatos do PL, partido que conquistou 19 cadeiras em São Paulo.

Renato Bolsonaro é irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados, disputou outras nove eleições para cargos como vereador, prefeito e deputado. Sua única eleição anterior havia ocorrido em 1996, quando se tornou vereador em Praia Grande.

Como funciona o quociente eleitoral

A fórmula básica do quociente eleitoral é relativamente simples, mas a distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados torna o processo mais complexo.

Inicialmente, divide-se o total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa em cada estado, obtendo-se o quociente eleitoral (QE). Em seguida, a votação válida de cada partido ou federação é dividida pelo QE, resultando no quociente partidário (QP), que determina o número inicial de vagas conquistadas por cada legenda.

A etapa mais complexa é a distribuição das vagas restantes, conhecidas como sobras eleitorais. Essa fase envolve o cálculo de médias sucessivas e o cumprimento de critérios legais de participação, além das exigências de votação individual dos candidatos.

Entre essas exigências está a votação mínima individual correspondente a 10% do quociente eleitoral, necessária para que um candidato possa ser eleito pelo sistema proporcional, observadas as regras aplicáveis à distribuição das vagas.

Votação dos partidos também conta

O PL foi o partido que mais elegeu deputado federal por São Paulo


O sistema proporcional permite que um candidato com votação individual relativamente baixa conquiste uma cadeira graças ao desempenho conjunto de seu partido ou federação.

É o caso do ex-prefeito de São José do Rio Preto, Edinho Araújo (PRD), eleito com 54.443 votos. Segundo os dados apresentados, o PRD e o Solidariedade somaram 360.537 votos, superando em 22.334 votos o mínimo considerado necessário para a conquista da vaga.

Entre os candidatos que contribuíram para a votação das legendas está o vereador de Potirendaba Ray Teixeira (PRD), que obteve 3.312 votos. Outro nome da disputa foi Elói Pietá, ex-deputado federal e ex-prefeito de Guarulhos por quatro mandatos, que concorreu pelo PRD e recebeu 32.966 votos.

Votação de Ray Teixeira ajudou a eleger Edinho Araújo


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