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| Dr. Horácio Ramalho, diretor executivo da Funfarme, assina o "Pacto Não Se Cale", reforçando a iniciativa do Ministério Público |
O silêncio diante da violência e da discriminação precisa ser rompido, e a denúncia não é uma responsabilidade exclusiva das vítimas, mas um compromisso coletivo de todos, inclusive das testemunhas que presenciam essas situações. Guiada por essa urgência de mobilização e pela certeza de que nenhuma voz pode ser silenciada, a Funfarme oficializou, na manhã desta quarta-feira (15 de julho), no Anfiteatro Mezanino do Hospital de Base, a adesão ao Pacto "Ninguém Se Cala", uma importante parceria de responsabilidade social firmada com o Ministério Público.
Como uma instituição de saúde de referência que atende a milhões de pessoas na região, a Funfarme compreende que o seu exemplo transcende os muros dos hospitais para disseminar uma nova cultura. Quando uma fundação dessa magnitude se mobiliza de forma pública e articulada para encorajar as denúncias, ela influencia diretamente outras instituições e convoca toda a sociedade a agir na mesma direção. A assinatura do pacto reforça a tônica de que construir um ambiente seguro, respeitoso e totalmente livre de violência de gênero é um dever no qual todos devem se envolver ativamente.
A promotora de justiça que atua no enfrentamento à violência contra a mulher em Rio Preto, Heloísa Gaspar Martins Tavares, destacou o simbolismo da união de forças durante a cerimônia. "Hoje é um dia especial em que nós estamos aqui para firmar um acordo, um pacto entre a Funfarme e Famerp junto com o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Ministério Público do Trabalho, com a intenção de romper o silêncio. O próprio nome do pacto é autoexplicativo: Pacto Ninguém se cala. A intenção é romper com o silêncio secular que foi imposto a tantas vítimas, seja por vergonha, seja por medo de perseguição, seja por não encontrar um ambiente acolhedor, livre de retaliações. É construir uma cultura institucional de respeito e de igualdade de direitos e oportunidades. Eu parabenizo essa instituição por esse grande passo, por assumir de maneira articulada e estruturada o combate à discriminação", afirmou Heloísa.
Reforçando a amplitude do compromisso assumido, Marina Tramonte, Procuradora do Ministério Público do Trabalho, enfatizou que o ambiente seguro deve contemplar todos os vínculos empregatícios: "A aderência ao pacto é um passo muito importante que a instituição dá para que os direitos das mulheres sejam garantidos. A atuação do Ministério Público do Trabalho nessa seara e a aderência ao pacto não se limita a empregados. Nós estamos falando de trabalhadores de forma ampla, incluindo terceirizados e estagiários, que também sofrem se o ambiente estiver corrompido com discriminação. Parabéns por levar essas medidas concretas a tantas pessoas", ressaltou Marina.
O advogado Sênior da Funfarme, Dr. Luiz Loraschi, ressaltou o compromisso do complexo no cuidado preventivo e acolhimento. “A adesão da Funfarme ao Pacto 'Ninguém Se Cala' reafirma nosso compromisso com a promoção de um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso para todos. Como instituição de saúde, entendemos que cuidar da vida também significa prevenir a violência, acolher as vítimas e fortalecer uma cultura de respeito e proteção à dignidade humana. Essa parceria com o Ministério Público representa mais um passo na construção de uma sociedade mais justa, consciente e humana”, ressaltou Dr. Loraschi.
Cuidado que já faz parte da rotina
Muito além da assinatura do compromisso formalizado hoje, a Funfarme já atua de forma humanizada e ativa na proteção de seus profissionais. Atualmente, a instituição mantém uma ampla rede de apoio, que inclui canais internos e anônimos de denúncia, ferramentas seguras para que as colaboradoras possam relatar tanto eventuais violências ocorridas dentro da instituição quanto situações em que são vítimas em casa. Além disso, a instituição dispõe do Espaço do Colaborador Bem-Estar Psicológico, um ambiente totalmente voltado ao cuidado da saúde mental, e de um Fluxo de Acolhimento Humanizado conduzido pelo departamento de Recursos Humanos.
Celebrando a consolidação dessa rede de proteção, o Dr. Horácio Ramalho, diretor executivo da Funfarme ressaltou. “Hoje é um dia histórico para nós. Estamos reforçando esse compromisso e deixando bem claro, não só para nosso público interno, mas para toda a população e toda essa região, que aqui a gente defende a mulher, aqui a mulher vai ser protegida e aqui ela tem canais de denúncia. Esse pacto está enraizado definitivamente, agora com o acompanhamento do Ministério Público do Trabalho e de todas as associações da sociedade", disse Dr. Horácio.
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| Dra. Heloisa Gaspar Martins Tavares, promotora de Justiça; Dr. Horácio Ramalho, diretor executivo da Funfarme e Marina Tramonte, Procuradora do Ministério Público do Trabalho |
O compromisso com a proteção feminina também foi exaltado pelo Dr. Helencar Ignácio, diretor geral da Famerp, que evidenciou a força de trabalho da instituição. “Receber a orientação da promotoria foi um passo fundamental para implementarmos mudanças profundas na Famerp. Deixo meus parabéns ao Ministério Público e o desejo de que, através de pactos como este, o assédio moral e sexual seja, muito em breve, apenas uma lembrança de um passado que não toleramos mais” comentou Dr. Helencar.
Para além do público interno, a união entre a instituição de saúde e os órgãos públicos traz benefícios diretos para o atendimento de toda a comunidade. A Dra. Margarete Franco, Delegada da Delegacia da Mulher de Rio Preto, celebrou os impactos práticos da aproximação. "A Delegacia da Mulher tem um projeto para o HCM que são ocorrências feitas imediatamente quando a vítima é criança e adolescente. Isso está fortalecendo muito para a celeridade das ocorrências, independente da cidade onde ocorre o crime. Então, eu só tenho a agradecer ao HCM e acho que a nossa parceria vai muito longe ainda", enalteceu Dra. Margarete.
Como e onde denunciar
Como parte de sua ampla rede de apoio à proteção feminina, a Funfarme disponibiliza ferramentas seguras e sigilosas para que suas colaboradoras possam relatar casos de violência, seja no ambiente corporativo ou no âmbito doméstico. Para utilizar esse serviço de forma prática, basta acessar o site oficial do Hospital de Base, clicar na aba "Funfarme" localizada no menu superior e selecionar a opção "Canal de Denúncias". Além do suporte interno contínuo, a instituição reforça que o meio fundamental e seguro para a sociedade em geral registrar queixas e buscar orientação especializada é o Disque 180.

