
O Hemocentro de Rio Preto fica localizado na avenida Jamil Feres Kfouri, número 80, no Jardim Panorama. O horário de funcionamento é de segunda-feira a domingo das 7h às 13h.
Hemocentro registra estoques abaixo do mínimo necessário e reforça que cada doação pode salvar até quatro vidas em hospitais e instituições de Rio Preto e região
O Hemocentro de Rio Preto vive um momento de alerta e pede a mobilização urgente da população para a doação de sangue. Responsável por abastecer 39 instituições de saúde de Rio Preto e região, a unidade enfrenta uma situação crítica nos estoques de bolsas sanguíneas, especialmente dos tipos mais utilizados em emergências, cirurgias, tratamentos oncológicos e atendimentos de alta complexidade.
Hoje, o estoque do tipo O positivo, considerado um dos mais demandados pelos hospitais, conta com apenas uma bolsa disponível, quando o ideal seria manter 248. O cenário é ainda mais preocupante no tipo A positivo, que está zerado, apesar da necessidade mínima de 152 bolsas para garantir segurança no atendimento aos pacientes. Os tipos O negativo e A negativo também estão muito abaixo do recomendado.
A queda nas doações registrada nos últimos dias agravou ainda mais a situação. Na última semana, o Hemocentro recebeu 418 doações, número bem abaixo da meta necessária para manter os estoques estabilizados. O ideal seria alcançar cerca de 700 doações semanais, o equivalente a 100 doações por dia. O déficit atual é de 41%.
A diretora técnica do Hemocentro, Andrea Garcia, explica que a manutenção dos estoques depende diretamente da regularidade das doações, já que o sangue possui prazo de validade e precisa ser constantemente reposto.
“A importância é manter o estoque. Os produtos da doação de sangue têm validade, então precisamos coletar sempre uma quantidade que mantenha nossos estoques conforme a demanda. Não conseguimos deixar armazenado por muito tempo. Precisamos coletar continuamente para manter tudo abastecido. Temos uma meta e estamos chegando quase à metade dela”, afirma.
A médica também destaca que as temperaturas mais baixas costumam impactar diretamente na presença dos doadores. “Toda vez que esfria, a gente tem uma queda no número de doadores. Isso realmente afasta as pessoas. O que estamos vendo agora é justamente essa redução, quase pela metade no número de doações”, completa.
Por trás dos números, estão pacientes que dependem diretamente das transfusões para continuar tratamentos, enfrentar cirurgias ou sobreviver a situações de urgência. A supervisora de enfermagem do Hemocentro, Mariana Coltro, reforça que a doação é indispensável para garantir assistência a quem precisa.
“Fica o apelo para a população em geral, todos aqueles que atendam aos pré-requisitos, para que nossos pacientes não sofram com a falta de transfusões, para que não deixem de ser atendidos. Não existe substituto para o sangue, não tem outra forma de atender esse paciente. Para que eles possam ter evolução, eles necessitam das transfusões. Dependemos das doações”, destaca.
O Hemocentro lembra que doar sangue é um gesto simples, rápido e seguro, mas que pode representar a continuidade da vida para muitas pessoas. Em poucos minutos, uma única doação pode ajudar até quatro pacientes. Neste momento, cada bolsa faz diferença.