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Cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de Rio Preto, explica quando cirurgia aberta ainda continua necessária no tratamento do câncer


A cirurgia robótica tem avançado rapidamente no tratamento do câncer e se consolidado como uma importante aliada da medicina moderna. Ainda assim, especialistas alertam que nem todos os tumores podem ser tratados por técnicas minimamente invasivas e que a cirurgia aberta continua sendo fundamental em muitos casos oncológicos.

Segundo o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto, a escolha entre cirurgia aberta, cirurgia robótica ou laparoscopia depende de uma avaliação individualizada de cada paciente. O principal objetivo, segundo ele, continua sendo a retirada completa do tumor com segurança oncológica.

“Existem casos em que a cirurgia robótica e a laparoscopia têm excelente indicação e oferecem muitos benefícios. Mas tumores maiores, avançados ou com comprometimento de outros órgãos podem exigir cirurgia aberta para garantir melhor resultado ao paciente”, explica o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. O aumento dos diagnósticos está relacionado principalmente ao envelhecimento da população e reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.

Para Sérgio Carvalho, um dos principais erros é acreditar que existe uma técnica única para todos os casos. “Cada câncer possui características próprias. O tipo de tumor, o tamanho, a localização e o estágio da doença influenciam diretamente na definição do tratamento”, afirma o cirurgião oncológico de São José do Rio Preto.

Quando a cirurgia aberta ainda pode ser necessária?

Apesar do crescimento da cirurgia robótica no Brasil, a cirurgia aberta continua sendo indicada principalmente em situações mais complexas.

Entre os casos que podem exigir cirurgia aberta estão:

tumores maiores;

câncer em estágio avançado;

comprometimento de órgãos adjacentes;

casos com múltiplas aderências;

situações em que há necessidade de maior acesso cirúrgico.

Segundo o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, em alguns procedimentos minimamente invasivos também pode ocorrer conversão para cirurgia aberta durante a operação, dependendo do que é encontrado pela equipe médica.

Cirurgia robótica e laparoscopia também representam avanço

O especialista destaca que a cirurgia robótica e a laparoscopia trouxeram benefícios importantes para muitos pacientes, principalmente em casos iniciais de câncer.

Entre as vantagens das técnicas minimamente invasivas estão:

menor tempo de internação;

recuperação mais rápida;

menor sangramento;

redução da dor pós-operatória;

incisões menores.

“A cirurgia robótica é uma ferramenta extremamente importante e trouxe avanços relevantes para a medicina. Mas o mais importante continua sendo oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente”, afirma Sérgio Carvalho.

Diagnóstico precoce continua sendo decisivo

Segundo Sérgio Carvalho, muitos casos de câncer ainda são descobertos em fases avançadas no Brasil, o que reduz opções terapêuticas e exige tratamentos mais complexos.

Por isso, manter exames preventivos em dia e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes pode fazer diferença no prognóstico.

“Hoje conseguimos acompanhar pacientes por décadas após o tratamento. O diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sucesso”, explica o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto.

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