Cabos de “gatos” recolhidos
pela CPFL em inspeção em algumas cidades
A CPFL Paulista regularizou no ano
passado 889 instalações na região de São José do Rio Preto a partir de
denúncias feitas por clientes. Foram mais de 3,7 mil relatos recebidos ao longo
do período, que resultaram em inspeções ou operações conjuntas com as
autoridades policiais e na recuperação de 1,2 mil MWh de energia desviada, o
equivalente ao consumo médio de 600 residências por um ano.
“Ao fazer uma denúncia, o cliente
está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais
justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a
coletividade”, afirma Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita
do Grupo CPFL.
Popularmente conhecidas como “gatos”,
as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de
medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e
colocam em risco a população.
Por serem feitas sem critérios
técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede,
causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de
curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o
responsável direto, mas também a comunidade ao redor.
Crimes que encarecem a energia
O combate às irregularidades também
visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das
perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos
processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL),
o que pode encarecer a conta para todos”, explica.
No Brasil, o furto de energia é crime
com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que
envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para
desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A
prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras
sanções administrativas.

Medidor adulterado flagrado em inspeção: fraudes podem agravar penas
para furto de energia
(Divulgação/CPFL Energia)
Tecnologias contra irregularidades
Além das denúncias, as detecções de
irregularidades são apoiadas pelo uso crescente de tecnologias de blindagem
pela CPFL Paulista. Em 2025, a distribuidora investiu R$ 90,2 milhões nessas
soluções, que envolvem a instalação de caixas invioláveis em unidades
reincidentes, medidores coletivos no alto de postes e, no segmento industrial,
de conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.
“Essas soluções contribuem para
ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”,
conclui o gerente.
SERVIÇO
Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo
CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.
Sobre a CPFL Energia
Com 113 anos de atuação, a CPFL
Energia é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com
presença nos segmentos de distribuição, geração, transmissão, comercialização e
serviços.
Atende cerca de 10,7 milhões de
clientes em 687 municípios nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas
Gerais e Paraná, sendo a maior distribuidora do país em volume de energia
fornecida, com mais de 13% de participação no mercado nacional.
Na geração, possui 4.226 MW de
capacidade instalada, 100% proveniente de fontes renováveis. A companhia opera
ainda 6.400 km de linhas de transmissão e 88 subestações.
Por meio da CPFL Soluções, oferece
soluções integradas em energia, como comercialização, gestão, eficiência,
infraestrutura e geração distribuída.
Com ações listadas no Novo Mercado da
B3, a CPFL também se destaca por seus investimentos sociais nas áreas de
cultura, esporte e educação, por meio do Instituto CPFL.
Desde 2017, faz parte da State Grid,
maior empresa de energia elétrica do mundo.
