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| Hospital de Base possui o serviço que mais realiza bariátricas pelo SUS no país; fez 1.364 procedimentos nos últimos três anos. |
Embora não haja cura definitiva, o controle da obesidade depende de tratamento prolongado e adequado. Nesse contexto, as cirurgias bariátricas seguem como uma das estratégias mais eficazes para o controle da doença em longo prazo. Segundo o especialista, entre 60% e 70% dos pacientes operados conseguem manter resultados sustentáveis por mais de cinco anos.
Autorizado pelo Ministério da Saúde em 2001, o Hospital de Base de São José do Rio Preto é considerado o serviço que mais realiza cirurgias bariátricas pelo SUS no Brasil. Nos últimos três anos, foram 1.364 procedimentos. Somente em 2024, foram realizadas 478 cirurgias; em 2025, 622. Todas por videolaparoscopia e, mais recentemente, também com técnica robótica.
O tempo médio de espera na fila também caiu: de cinco anos para aproximadamente um ano. A taxa de mortalidade gira em torno de 0,1%, considerada baixa para um procedimento de grande porte. “O risco maior é o da obesidade mórbida não tratada”, afirma Dr. Gilberto Brito.
E as canetas emagrecedoras?
O uso das canetas emagrecedoras ganhou força no Brasil após a aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da tirzepatida — princípio ativo do medicamento Mounjaro — para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
A tirzepatida é comercializada no Brasil em dispositivo de caneta preenchida, com dosagem adequada conforme prescrição médica. A venda é permitida apenas em farmácias, mediante apresentação de receita médica em duas vias, conforme exigência da Anvisa.
Segundo o endocrinologista Dr. Antonio Carlos Pires, chefe do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Base, o avanço é significativo, mas exige responsabilidade.
“A procedência do medicamento é fundamental. Produtos fabricados fora dos padrões corretos podem apresentar contaminação por vírus, fungos ou bactérias. Além disso, o uso deve sempre ocorrer com prescrição e acompanhamento médico”, alerta.
Para o Prof. Dr. Gilberto, as canetas representam esperança, mas ainda precisam passar pela “prova do tempo” em três aspectos fundamentais: segurança clínica a longo prazo; manutenção da eficácia ao longo dos anos e a viabilidade financeira para a população.
“Como aconteceu com outras doenças, o tratamento clínico pode, no futuro, substituir o cirúrgico. Mas ainda estamos longe disso”, afirma.
Demanda crescente
No Ambulatório Geral de Especialidades do Hospital de Base de São José do Rio Preto, houve aumento de 19% no número de atendimentos a pessoas com obesidade (ambulatorial, internação e urgência). O número passou de 9.385, em 2024, para 11.166 no ano passado, reforçando a dimensão do problema e a necessidade de estratégias múltiplas e contínuas no enfrentamento da doença.
Divulgação / Funfarme
