
Janaina Paschoal e Kátia Sastre que já foram as mais votadas deste país, tiveram votações pifias em 2026
Nomes conhecidos dos eleitores e que já ocuparam cargos eletivos ficaram de fora da próxima composição do Congresso Nacional. Entre eles estão ex-deputados, vereadores, apresentadores, religiosos e personalidades que, em eleições anteriores, chegaram a conquistar votações expressivas.
Um dos casos mais emblemáticos é o da advogada Janaina Paschoal (PP). Ela ganhou projeção nacional como uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao lado de Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo. Em 2018, foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos, tornando-se a candidata mais votada da história do Brasil para uma Assembleia Legislativa e superando, inclusive, a votação dos deputados federais eleitos naquele ano. Agora, na disputa para a Câmara dos Deputados, obteve apenas 46.773 votos e não conseguiu se eleger.
Outra novidade na disputa foi Silvia Abravanel (PSD), filha do apresentador e empresário Silvio Santos, morto em 2024. Ela concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo, pelo partido de Gilberto Kassab, e recebeu 22.472 votos.
O Padre Kelmon (PL), que ganhou notoriedade nacional ao disputar a Presidência da República em 2022, também tentou uma vaga na Câmara dos Deputados. Desta vez, obteve 21.411 votos, pelo PL, mas ficou fora da lista dos eleitos. Outros dois religiosos, Padre Silvio Andrei (Avante) e Padre Ney (AGIR), também não conseguiram se eleger. Andrei recebeu 26.400 votos, enquanto Ney teve apenas 290.
Entre os nomes que ficaram pelo caminho está ainda o apresentador Datena (PSB), que ganhou destaque nacional na última campanha para a Prefeitura de São Paulo após protagonizar uma agressão com uma cadeira durante um debate. Candidato a deputado federal, recebeu 51.078 votos, mas não foi eleito.
Também não conseguiram retornar ao Congresso Rui Falcão, ex-presidente nacional do PT, e os ex-deputados Orlando Morando e Vaz de Lima, ambos com passagem pela presidência do PSDB. Falcão e Morando ultrapassaram a marca de 100 mil votos, mas, ainda assim, não alcançaram uma das vagas disponíveis.
Entre os ex-prefeitos da região, Edinho Araújo (PRD), de São José do Rio Preto, conseguiu se eleger deputado federal. Com 54.447 votos, porém, terminou entre os últimos colocados entre os candidatos eleitos. Ele ficou em penultimo lugar na disputa à Câmara dos Deputados por São Paulo.
Outro nome histórico do PT que tentou retornar à Câmara foi o ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Ele obteve 78.450 votos, mas não conseguiu uma vaga.
Na lista dos candidatos com nomes curiosos estão Zé do Bode e Zé da Estrada, ambos do AGIR. Apesar da popularidade que os nomes poderiam sugerir, tiveram votações modestas: 435 votos e 130 votos, respectivamente.
Artistas também não entram
Entre os artistas, o cantor e ex-deputado federal Frank Aguiar (Podemos), que ficou famoso com a gravação da música "Moranguinho do Nordeste", também não conseguiu retornar à Câmara. Ele recebeu 7.146 votos. Já Manoel Gomes, que ganhou fama nas redes sociais com a música “Caneta Azul”, teve votação ligeiramente maior: 7.239 votos. Mas também não entrou na lista dos eleitos.
Outro caso de queda expressiva na votação é o da policial Kátia Sastre. Ela ficou conhecida nacionalmente depois de reagir a uma tentativa de assalto na porta de uma escola em Suzano, onde participava de uma atividade do Dia das Mães com a filha. Na ocasião, atirou contra o assaltante, que acabou morrendo. O episódio lhe rendeu homenagens e projeção política.
Em 2018, Kátia Sastre foi eleita deputada federal com mais de 264 mil votos. Quatro anos depois, tentou a reeleição pelo PL e recebeu 60.330 votos, ficando de fora. Agora, em 2026, sua votação caiu novamente: foram apenas 14.186 votos.
Na região de Araçatuba, a ex-vice-prefeita e ex-vereadora Edna Flor (Podemos), que por mais de uma vez foi a vereadora mais votada do município, também não conseguiu se eleger. Ela recebeu 8.400 votos.
Em São José do Rio Preto, o vereador Jean Dornelas (MDB), ex-presidente do Procon, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados e obteve 4.772 votos. O maestro Robinho, que deixou o cargo de secretário de Cultura para disputar vaga para a Assembleia pelo Podemos, recebeu 1.691 votos. A Coronel Helena Reis, que já foi deputada e secretário estadual de Esportes, concorreu pelo PSD e recebeu 10.390 votos. O ex-vereador Márcio Larranhaga concorreu pelo AGIR e obteve miseros 422 votos.
Outro nome conhecido que ficou fora foi o deputado David R. R. Soares (Podemos), filho do missionário R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus. Candidato à reeleição, recebeu 61.366 votos, mas não alcançou uma das vagas. O ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa e também pastor evangélico Vaz de Lima (Republicanos) obteve 17.176 votos e ficou de fora dos eleitos.
![]() |
| Janaina Paschoal e Kátia Sastre que já foram as mais votadas deste país, tiveram votações pifias em 2026 |
Tags
Brasil